
📷 chão de aveiro / gustavo tavares
Num primeiro instante, absorvemos o espectro audível com uma intensidade esmagadora e que se vai diluindo e expandindo à medida que criamos ligações e significados. Nascemos, já imbuídos de matéria, mas sem ainda conseguir relacionar o que ouvimos com o que somos, isto talvez porque o que somos é apenas o resultado do que ouvimos. E se partimos do ruído, caminhamos ao longo da vida em direcção ao silêncio, cuja única possibilidade parece ser o derradeiro instante da morte, em que todos os nossos sons interiores, memórias e significados se projectam no infinito.
Som A/Interior é um percurso sonoro no centro da cidade de Aveiro, em que escutamos para dentro e imaginamos para fora.